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Mocajuba

HISTÓRICO:

 

A formação histórica do Município de Mocajuba remonta a um pequeno povoado chamado Maxi, que se formou no rio ou furo Tauaré, cuja instalação ocorreu somente no dia 3 de fevereiro de 1873. Entre vários fatos políticos que ocorriam pelo país o município chegou a ser extinto, sendo  o seu território anexado ao de Baião, mediante a Lei Estadual n° 8, de 31 de outubro de 1953 foi reinstaurado como Município. Várias comunidades foram formadas e refeitas a partir de fugitivos da escravidão, os remanescentes de cabanos, desertores militares e aqueles que fugiam do recrutamento militar do “Corpo de Trabalhadores” do Grão-Pará, além de descendentes de indígenas, pescadores/as artesanais, trabalhadores/as rurais, atingidos pela construção da barragem.

 

O município pode ser dividido entre a região de ilhas e de terra firme. Tem como base econômica o extrativismo e a agricultura familiar, por volta século XIX, existia a lavoura canavieira e a extração da borracha a partir do látex da seringueira, ambas as culturas entraram em declínio. A extração de ucuuba, andiroba e outras espécies com potencial madeireiro levaram a uma escassez no município e demais proximidades. Entretanto nesse período o açaí e o cacau tiveram elevação da produção nas áreas de ilha, onde o cacau teve assistência técnica e incentivo para o plantio do cacau hibrido.

 

Um novo período de desenvolvimento foi alcançado nos anos 1970, com o ciclo da pimenta do reino na terra firme, essa atividade aliada ao sistema de cultivo com uso de derruba e queima também entrou em crise com o desaparecimento da floresta primária e redução da fertilidade natural dos solos, apenas os grandes produtores convivem com as oscilações do mercado. Para a região do Baixo Tocantins o acesso ao crédito ocasionou o lançamento de culturas frutíferas (coco, cupuaçu, muruci e caju) em terras firmes e a dinamização da cultura do açaí nas ilhas. Ao contrário do que se pensava a introdução dessas culturas não trouxe bons resultados econômicos para os produtores beneficiários do crédito, provocando o endividamento.

 

No final da década de 80, com a construção da barragem de Tucuruí, houve impactos para o ecossistema das ilhas, acarretando a redução da produção do pescado, da fertilização natural nas várzeas e a produtividade do cacau, do açaí e da extração e beneficiamento da andiroba. Na terra firme, as culturas de arroz, milho e feijão praticamente desapareceram, permanecendo o cultivo da farinha para abastecimento local e subsistência.

 

Nos últimos anos, geralmente os financiamentos conseguidos pelos produtores, com insistência, são aplicados na recuperação da cultura da pimenta-do-reino o que nem sempre é eficiente, visto que em sua maioria essa cultura está inserida em um sistema de produção de baixa diversificação, além da prática da agricultura de insumos químicos por vezes até mecanizada, resultando nos altos custos de implantação e manutenção da cultura.

 

A partir desse contexto, o IPSAA tem interesse em apoiar e reinventar a realidade, incentivando uma nova perspectiva para o município por meio da sustentabilidade, investindo no amanhã.

 

 

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